Acadêmicos de Castelo 2016

 
 
 
 ACADÊMICOS EMPOSSADOS NA ACADEMIA DE LETRAS DE CASTELO
15 DE NOVEMBRO 2016
 

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Raízes

 

Tenho raízes

  Enfincadas no chão do Universo,

  Como âncoras de um navio de emoções.(…)

   

  O som suave do sino da Matriz(…)  A cada meia hora,

  Sou chamada ao som cronológico do tempo

  Ao tempo cronológico das horas do sino

  Do som suave do sino da Matriz (…)        

 

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Sinto

  Sinto o vento,

  Sinto o sol,

  Sinto a chuva,

  Sinto o caminhar do velho, do novo,

  Sinto o que não caminha.

Sinto o caminho que tenho a percorrer…

  Sinto que choro e rio,

  Sinto que chego e saio.

  Sinto dor, saudade…

  Sinto as alegrias da vida,

  Sinto as mazelas da vida.

  Sinto que quero viver!

  Sinto que em tudo que sinto,

  Sinto Deus!

 

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Quase

  QUASE nascido de novo…

  QUASE crescido de verdade…

  QUASE cidadão de duas pátrias…

  QUASE um ser virtuoso…

  … quasímodo existencial auto enganado.

   

  Peregrino errante, caminhar vacilante

  Nadando assim para o nada…

  … nada, nada, nada. (…)

 

 

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Cidades

  “E nem me preocupo com

  A beleza porque escrevo

  O quê é belo e

  Jamais me canso.

  Pois já transcorreu muito

  Tempo deste tempo nesta

  Cadeira de balanço.”

 

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Noturna e imperfeita

  Se a primeira vista

  Pareço-te noturna e imperfeita,

  Olhe-me de novo,

  Olhe-me com o olhar cuidadoso,

  Sinta o pulsar quase mudo do meu abraço.

   

  O gosto suave da minha pele negra,

  Sufocada, oprimida,

  Mas desejada.

  Olhe-me a mim,

  Como eu sou.

 

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TRIBUTO AO AMOR

  O amor tem várias formas de entrar em nossa vida

  Devagar ou de repente, não tem forma definida.

   

  Ele chega devagar ou de mansinho, toma corpo, invade espaços…

  Flecha a alma e acelera o coração…

  O amor tem várias faces, em nuances de ternura e carinho…

  Às vezes é calmaria…

  Às vezes é furacão… (…)

 

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Cantiga, quase de Ninar

  “Um dia acontece simplesmente assim. Um encontro, uma troca de    olhares, um sorriso casual, e, as primeiras notas da canção já estão no ar. Às vezes, inaudíveis aos sentidos conscientes, mas em algum lugar…iniciando o recital, a cantiga do amor.”

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Minha Janela

  Veio a chuva, vento forte

  Voa folha, leva galho, leva ninho

  Da árvore da minha janela

  Cadê ela

  Minha alegre sabiá?

  Só escuto o seu cantar

  Longe, lá muito longe…

  Em algum pic-pic…

  Em algum outro lugar. (…)

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Olha Ela

  “Ela passa feito vento

    Faz evento onde passa.

    Dona da multidão

    Não faz gênero, nem disfarça.”

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O Sabiá e a Primavera

  Eu queria entender, meu Deus,

  Por que tantas coisas estranhas existem.

  Por que a primavera é tão alegre,

  E o canto do sabiá é tão triste? 

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Oh! dias da minha infância

  Oh! meu céu de primavera

  Ah! se eu pudesse voltar no tempo

  Que coisa boa que era! (…) 

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Metade de mim escreve e a outra metade encena. E há quem confunda meu eu poético comigo mesmo. Há quem diga que toda essa transpiração e esse árduo trabalho são uma cópia de mim. É uma pena. Eu sou o que quero que você veja. E escrevo aquilo que imagino. E o que não imagino escrevo também.

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O ENCONTRO DA ESPERANÇA ENTRE AS PERDAS DA VIDA

  Frei Ademildo Gomes OAR

  “ Aceitar e lidar com as perdas é, indubitavelmente, uma das maiores dificuldades da vida.

  – Elas nos afetam nos mais diversos  âmbitos da existência.

  – O sofrimento e as perdas são duas realidades intrinsecamente unidas.

  – Normalmente, sofremos porque não que conseguimos aceitar a facticidade de uma derrota, e enfim, de nossa falência.”(…)

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  Os Jovens Estão Vencendo

  O mundo não tem parado, está constantemente em evolução, as maquinas tomam formas mais perfeitas possíveis pelas coisas que o homem faz , o governo vem lutando cada vez mais para fazer da Pátria um país mais sólido, a comunicação vem tomando maiores cuidados para melhor informar, a igreja procura adaptar os seus rituais para acompanhar o homem que evolui, e tudo se transforma para maior e melhor, dentro deste planeta chamado terra.

 

  Jornal “O Faísca” – Órgão Informativo da Casa do estudante Castelense

  Nº29 – Ano VII – Julho de 1972 – Castelo – ES

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BALADA

  Passos… espaços … compassos…

  Notas voando suaves,

  Mexendo sonhos…

  Magias.

  Balanços de dó a si:

  É nossa música.

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A Peleia da Vida 

  

  Nasci, sou guerreiro. Vivo, sou corajoso. Se para viver devo negar meus princípios, minha fé e minha coragem, prefiro a morte.

 

  A vida é dádiva divina, aceita nossas derrotas pela nossa capacidade de sorver delas alimento para um renascer cheio de esperança. E ao choro covarde da desistência premia com a aniquilação da memória humana.

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PARABÉNS A TODOS 

fac

 

Saudações Literárias.
MJVettorazzi