Bateia

 

 

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 Comunidade da Bateia

localiza-se a cerca de 23 quilômetros da sede do município

Bateia-013

Historia da comunidade:

O nome da comunidade vem de uma espécie de peneira utilizada, pelos garimpeiros, para separar o ouro do cascalho ou barro, pois esta região é rica em metais preciosos. AS primeiras famílias que vieram foram: Costa Longa, Fávero, Casagrande, Tomazine, Sartore
Por volta de 90 a 100 anos chegaram os primeiros moradores, um dos moradores chamado Thomas Tomazine, querendo trabalhar com café e não conseguia, pois o vento e o frio não deixavam que os grãos se formassem, decidiu com sua fé sair pedindo ajuda as pessoas e fez uma promessa que traria da Itália a imagem de Nossa Senhora do Caravaggio e assim tornou se a padroeira e depois construiu uma igrejinha de madeira onde se reunião todo dia 26 de maio para rezar. igreja foi construída em 1960
A comunidade da Bateia fica a 22km do centro da cidade de Castelo. O melhor caminho para chegar a comunidade é passando pela estrada não-pavimentada da Fazenda das Flores seguindo até Patrimônio do Ouro até a Igreja da comunidade, são 3km por uma estrada cheia de curvas.
curiosidade
Na época as mulheres usavam vestido e os homens calça e camisa, os panos usados para fazer essas peças de roupas era o pano ronco, toco, o pano chita e o de carne seca usados para fazer vestidos, o pano de saco de açúcar era desbotado para fazer as roupas intimas, amesco era um pano muito usado para fazer camisas para os homens.
Naquele tempo não existia energia elétrica e para conservar seus alimentos colocava debaixo da banha e também salgavasse as carnes e colocava por dias e apara iluminar a casa usava se lamparina com querosene, o lampião e o farol feito com bambu
Padroeiro da comunidade, Nossa Senhora do Caravaggio: Esta devoção remonta ao ano 1432, quando a Virgem Maria apareceu a uma camponesa chamada Joanete Varchi. Conta-se que, para comprovar a veracidade da aparição, a Virgem vez brotar uma fonte no lugar em que seria erguido o santuário. É invocada com a seguinte oração:Lembrai-vos, o puríssima Virgem Maria, que jamais se ouviu que deixásseis de socorrer e de consolar a quem vos invocou implorando vossa proteção e assistência; assim, pois, animado com igual confiança, com a mãe amantíssima, ó Virgem das Virgens, a vós recorro; de vós me valho, gemendo sob o peso de meus pecados, humildemente me prostro a vossos pés. Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Virgem do Caravaggio, mas dignai-vos ouvi-las propícia e me alcançar a graça que vos peço. Amém.

Relato Histórico da Capela de Bateia
Padroeira N.Sra. do Caravagio

As primeiras famílias que povoaram a Comunidade da Bateia, aqui chegaram por volta do ano de 1902, sendo elas: Famílias Costalonga, Casagrande, Tomazini, Caldara e mais tarde Sartóri e Fávero.
A Comunidade ganhou esse nome, devido a grande quantidade de ouro aqui existente, sendo encontrando pelos Jesuítas uma Bateia de Madeira (utensílios utilizados para separar o ouro).
As primeiras famílias, cultivavam o milho, feijão e o café, do qual com o desmatamento era o cultivo principal, além dos animais que também traziam o alimento, o boi, o porco e galinha e ainda os cavalos que era o principal meio de transporte.
As comidas típicas eram: a polenta, paçoca de banana, pirão de farinha, que eram preparadas em panelas de barro.
As famílias cultivavam sua fé em Deus, deixada por seus pais, sempre buscavam guardar o dia do Senhor e seguir seus mandamentos, como na época, não havia nenhuma Capela na Comunidade, eles participavam na comunidade de Patrimônio do Ouro
O Sr. Tomazio Tomazini, nasceu na Itália, Estado de Veneto, Província de Belluno, distrito de Lamon, no ano de 1872, e embarcou com seus pais; Fortunato Tomazini e Giuseppina Campogalto e seus irmãos, no porto de Gênova em 06 de dezembro de 1979 e desembarcou no Porto de Benevente em 17 de janeiro de 1880.
A família Tomazini permaneceu por alguns anos em Alfredo Chaves. O Sr. Tomazo Tomazini, chegou à Bateia por volta do ano de 1902, e sentiu a necessidade da construção de uma Capela onde em seu terreno construiu a 1ª Capelinha ( particular) da Bateia. Sendo ele filho de família devota de N.Sra. do Caravágio, encomendou da Itália a imagem da Padroeira, que foi comprada com o dinheiro doado pelas Comunidades da Bateia e Pedregulho. Chegando a imagem, a Comunidade ali se reunia uma vez por ano, no dia da Padroeira, 26 de maio.
A 1ª Missa foi celebrada por Frei Geraldo de Barrus. Este Frei que dava toda assistência. Foi ele que celebrou o 1º batizado nesta Capela, no dia 26 de maio de 1962, a criança sendo bisneta do Sr. Tomazio e Nóelia Tomazini.
Durante vários anos foi celebrado ali, mais com o passar do tempo a Igrejinha que era coberta de madeira foi se deteriorando, sendo assim a imagem de N.Sra. de Caravágio retirada e levada para a casa das filhas do Sr. Tomazo, já então falecido. São elas, Helena, Joana e Ágata. E elas não aceitavam que a imagem saísse de sua propriedade. Só que aquele lugar era de difícil aceso, para construir uma igreja maior.
Como não havia mais Capela, o Sr. Archilau José Sartori cedeu a Escola que havia em sua propriedade, para assim ser celebradas as Missas e até festas em homenagem a padroeira todos os anos, sem a imagem. As filhas do Sr. Tomazio decidiram doar a imagem, para a Comunidade de Pedregulho, sendo que Pedregulho já tinha Padroeira. Os fiéis da Bateia souberam que em Vila Nova, no município de Cachoeiro de Itapemirim na época) se encontrava um quadro com a imagem de N.Sra. do Caravágio. Os Sr. Archilau José Sartori, foi até lá e trouxe o quadro com o retrato de N.Sra. do Caravágio, com o apoio de Frei Geraldo de Barrus
Por volta do ano de 1950, o Sr. Luiz Fávero construiu um Cruzeiro em sua propriedade, onde a Comunidade se reunia para rezar aos domingos ás 14:00h, ( local esse onde seria construído a Igreja no futuro) embora não havia se desligado do Patrimônio do Ouro, tanto no religioso como no social

Devido ao aumento da população a comunidade foi se, desmembrado do Patrimônio do Ouro, a Comunidade sentiu a necessidade da construção de sua própria Igreja, iniciando-se assim um mutirão de apoio e mão de obra, juntamente com o Frei Amâncio , que era o responsável pela comunidade na época. As pedras, areia, cimento, tijolos enfim todo o material de construção era transportados em lombos de burros e nas costas dos ajudantes, pois não existia estradas na comunidade. O presidente da Igreja na época era o Sr. Archilau José Sartori, e as famílias que ajudaram na construção foram: João Nalli, Amélio Fávero, Ozilia Fávero, Antônio Fávero, Manoel de Oliveira ( Pedreiro) Genézio Tomaz Tomazini, Deonildo Pícoli, Chueni Tomazini, Otávio Spaviero, Marcelino Ramos e Durval Belmonte,. Luiz Abílio e outros …
O dinheiro para esta construção foi conseguido através de doações e leilões, dos quais os fieis saiam nas comunidades vizinhas de casa em casa com o quadro da imagem de N.Sra. do Caravágio, rezando a oração do Santo terço e realizando leilões etc… Assim construíram a 2ª Capela da Bateia. A doação do terreno foi feito pelo Sr. Luiz Fávero, (enquanto vivo havia prometido o terreno).
Só que a Igreja estava pronta e a Padroeira estava na comunidade de Pedregulho, então os responsáveis pela comunidade de Pedregulho presentearam os moradores da Bateia com uma imagem de N.Sra. das Graças para a inauguração desta Capela.
Esta foi inaugurada no mês de maio de 1964 com Frei Amâncio. Mas os fiéis não conformados com esta troca, insistiram com Frei Amâncio para conseguir a imagem de volta, e finalmente no ano de 1968 a imagem foi trazida para Capela da Bateia, pelo Sr. Archilau Jose Sartori, Genézio Tomaz Tomazini e Otávio Spavier.
Todos os fieis foram ao encontro da imagem em procissão com muita festa, todos cantavam de alegria, pela graça de ter a imagem de volta.
Durante todo este tempo em que os padres passaram por aqui, eles se hospedavam na casa do Sr. Archilau José Sartori, sua esposa, S. Almerinda Cesconetto Sartori, quem cuidava com muito carinho das refeições, e tudo mais para acolhê-los. Os animais que conduziam os padres eram doados pela família
Por volta do final dos anos 60, Frei João Casagrande trabalhou nesta comunidade, implantou entre alguns trabalhos o Grupo de Oração: Santa Mônica, eram os jovens que tomavam a frente deste grupo, na Vanguarda eram os rapazes: Presidente, Leonir Sartori, Vice-presidente Jovandir Sartori e tesoureiro: Milton Abílio. As moças filhas de Santa Mônica a frente do grupo eram Zeni Abílio, Arlinda Belmonte e Maria Rita Spavier, este trabalho durou por vários anos.
Nesta época vários padres davam assistência em nossa Comunidade Frei Jesus Lopes celebrou o 1º casamento, no dia 12 de fevereiro de 1970, sendo os noivos: Leonir Sartori e Zeni Abílio Sartório.

Em maio de 1970, foi inaugurado o primeiro Galpão da Comunidade com a presença de Frei Alaor dos Santos, de Dom Luiz Gonzaga Pelúcio, administrando crisma e batizados de 02 crianças gêmeas: Edigar e Édison Sartori. Frei Alaor na época gostava muito de trabalhar com crianças, portanto fundou a cruzada, todas as crianças tinham que se vestir de roupas brancas com uma faixa amarela e boina iguais. As catequistas eram Ângela Pim e Ivanete.
As festas da padroeira eram bem animadas, todas as famílias se dedicavam aos trabalhos da Comunidade para melhor festejar. O padre era recebido com fogos e bandeirinhas, os fiéis se prontificavam com muita alegria e ansiosos cheios de fé e devoção a N. Senhora e a Jesus Cristo. Era celebrada a Santa Missa em seguida procissão com N. Sra das Graças no andor, com as crianças à frente da Procissão. pois N.Sra. do Caravágio continuava em seu lugar no Altar. Nas festas não faltavam um bom almoço para o padre que as cozinheiras preparavam com muito carinho.
Terminada a parte religiosa seguia festa o dia todo com cachorro quente, chocolate, refrigerante e leilões de variadas prendas etc…
Mesmo com Frei Alaor dando todo apoio a Comunidade, Frei Enéas não deixava de visitar nossa Comunidade. Em 04 de fevereiro de 1979 ele realizou dois batizados de Valdeir Tomazinie e Sidney Sartóri foram os primeiros batizados nesta Igreja.
Como a Comunidade foi crescendo a Igreja já não acomodava todos os fiéis, foi preciso construir uma Capela um pouco maior, sendo na época, o pároco Frei Enéas Berilli, que colaborou e acompanhou a construção, sendo com ajuda de toda a comunidade e doações, isto por volta do ano de 1977.
Em 20 de fevereiro de 1983, foi fundado o Apostolado da Oração com o apoio de Frei Alaor e os integrantes da comunidade: D. Rita Agostine Spaviero, Maria da Conceição Orlandi Sartori e Maria Pires Sartori..
No ano de 1985 o Galpão e a Igreja apresentavam novamente problemas na estrutura, e a Comunidade decidiu construir uma Canônica, um Galpão e também a nova igreja, sendo aproveitado somente as laterais e essas construções junto do muro que também foi construído estão até os dias de hoje, isso aconteceu entre os anos de 1985 a 1988 que foi inaugurada. Toda essa construção foi acompanhada por Frei Francisco Sevolani Botacin (conhecido por todos como Frei Chico). Estando a Igreja pronta, Frei Chico trouxe o Santíssimo, onde foi instalado no Altar da Igreja.
Frei Chico, incentivou a Comunidade a estar construindo um Cruzeiro e que esse fosse colocado num lugar visível por todos, sendo este construído de cimento, no dia 19 de fevereiro de 1995, foi levado até o lugar escolhido, doado pelo Sr. Almir Fávero, onde até hoje todos os anos neste dia é comemorado com festa, sendo feita procissão até o local, e existe também junto do Cruzeiro um pequeno oratório com a imagem de Santo Ezequiel Moreno, Santa Rita de Cássia, e Nossa Senhora Aparecida, tornando-se assim um local procurado e freqüentado pelos fiéis.
Com a saída de Frei Chico, em 1996, passou por esta comunidade vários padres, sendo Frei Egisto como Pároco, Frei Romualdo, Frei João Flores, Frei Edielson que permaneceu por um período maior e incentivou a comunidade na Capela do Santíssimo que inaugurado em maio de 1999 e também 02 novos banheiros, Frei João Echavarri, Frei Joaquim Cansian, Frei Henrique Giera
Com o apoio de Frei Edielson, em fevereiro de 2001, foi criado o grupo de oração: “ Renovados no Espírito.”
Com a saída de Frei Edielson veio assistir a comunidade, Frei Joel Guilaran Villaruel, que está conosco até hoje.
Como a cobertura da Igreja havia se danificado novamente, foi trocado todo o telhado que protege a laje e construído de estrutura metálica, ano de 2006.
Atualmente a Comunidade tem 55 famílias, sendo que a participação do povo é constante, possuindo aqui várias pastorais: Batismo, Catequese, Liturgia, Música, Ministros Extraordinário da Distribuição da Eucaristia, M.E.P.P. D., Apostolado da Oração, Grupo de Oração., Grupos de Refletindo (Novena do Natal).
Todos os domingos acontece a celebração da Palavra ás 10:00 horas
Temos 01 Missa por mês sempre na 4ª Segunda-feira do Mês.

E assim segue nossa Comunidade, Com as Graças de Deus e de nossa Padroeira Nossa Senhora do Caravágio.

Canal feito na rocha, pelos escravos, para extrair ouro

Bateia - canal

Contato com esta Comunidade:

Sérgio Murilo Nalli

Edinéia Pires Sartori Fioresi

Elcio Abílio Sartori

Valdeir

99883-1658

99882-4785

99883-0001

99881-9006