O Município

 

 

 

Data de Emancipação: 25/12/1928

1º Prefeito: Américo Viveiro Costa Lima

O nome do município deriva desde a época em que os mineradores começaram a dirigir-se para o local, quando estes demandavam de Benevente às minas, percorrendo por caminhos entre montanhas e às associavam a formas de castelos.

As primeiras notícias que se tem deste território é que foi ocupado pelos índios Puris e pelos Botocudos, em número bem menor.

Mas a história de Castelo inicia-se realmente a partir do período da mineração do ouro, pois aventureiros atraídos pelas perspectivas de enriquecimento fácil dirigiram se à região.

Pedro Bueno Cacunda foi o pioneiro no que se refere a exploração do ouro, no local onde hoje é a Serra do Castelo, onde encontrou ouro e iniciou a colonização local conforme "A colonização do município de Castelo", do Marechal Tristão de Alencar Araripe, enfrentando uma grande resistência por parte dos índios, que eram até então os habitantes do local.

As desavenças foram muitas. Pedro Bueno conseguiu fundar o Arraial de Santana, onde hoje é a fazenda de Povoação. Em 1751, Domingos Correa da Silveira foi nomeado Capitão do Distrito das minas de Santana do Castelo e Pedro Bueno, desanimado, retirou-se para as cachoeiras do Rio Doce. Mas as desavenças com os índios continuaram e acabaram por se manifestarem também entre os mineradores por causa de sua cobiça.

Mas, mesmo assim, a aldeia teve um visível crescimento e desenvolvimento por parte desses mineradores, através de suas construções residenciais, obviamente rústicas. Até uma Capela Católica foi construída no local, por iniciativa dos jesuítas e dos mineradores, sendo que, posteriormente em 1754, esta foi elevada à categoria de matriz, no Arraial Velho das Minas de Santana.

Ao contrario de algumas versões, o Marechal Araripe deixou registrado que a presença dos jesuítas na Serra do Castelo nada tem a ver com o início da exploração de ouro. Quando os religiosos aqui chegaram, a atividade já estava em desenvolvimento, só colheram os frutos.

Com a expulsão dos jesuítas do país em 1759, a situação não estava nada boa. Em 1771, houve um combate entre índios e mineradores, pois estes não se conformavam com a invasão de suas terras, além de os mineradores serem uma constante ameaça para a vida dos moradores e seus familiares. Os índios refugiaram-se na Gruta do Limoeiro e obrigaram alguns dos desbravadores, que sentiram a revolta destes, a refugiarem-se ou retornarem à Vila de Itapemirim. Outros, em número bem menor, ficaram dispersos nas regiões que hoje são chamadas de Fazenda da Prata, Fazenda das Flores, Ribeirão do Meio…, deixando para trás seus aldeamentos.

Após este combate, a região ficou por muito tempo abandonada e desse período quase nada se tem a relatar pois, por volta de 1830, as minas do Castelo estavam praticamente abandonadas e poucos garimpeiros ousavam procurar ouro.

O local para onde os desbravadores se destinaram, descendo pelas
margens do atual rio Caxixe, não foi propriamente onde hoje situa-se a sede do Município e sim nas imediações das localidade da Fazenda do Centro, Limoeiro e Povoação.

Em 1845, foi fundado um aldeamento de índios denominado imperial Afonsinho (em homenagem a D. Affonso de Portugal).

Também, nesse ano o capitão Joaquim Vieira da Cunha Machado e o major Antonio Vieira Machado da Cunha, os primeiros fazendeiros da região, partindo do baixo itapemirim, embrenharam-se por nossas matas e iniciaram à exploração agrícola às margens do rio Castelo e Caxixe. Antônio Vieira Machado da Cunha fundou a Fazenda do Centro, assim denominada por estar localizada no centro onde se reuniram os primeiros exploradores de ouro. A partir daí, além da exploração do ouro, os habitantes passaram a se interessar pela agricultura, tendo como destaque a lavoura cafeeira, introduzida pela família Vieira. Neste período, quase todas as fazendas pertenciam a esta família, que conseguiu um grande progresso por utilizar mão-de- obra escrava.

Esta fazenda foi um antigo arraial de mineração e atualmente está tombada como patrimônio histórico pelo Conselho Estadual de Cultura. A propriedade chegou a ter armazéns, paióis, senzalas, engenhos de beneficiamentos de café e arroz, além de moinhos, oficina mecanica, e uma capela, formando assim um pequeno povoado. A família Vieira da Cunha Machado vendeu a fazenda à família Moura e esta, no início do século, a vendeu aos padres agostinianos. No início deste século, a fazenda foi alvo de um projeto pioneiro, uma espécie de reforma agrária, beneficiando dezenas de famílias.

Com a libertação dos escravos em 1888, a proclamação da República no ano seguinte e as imigrações, as terras foram se transformando em mini-latifúndios, uma característica marcante no município até hoje. A partir das imigrações vários imigrantes italianos, localizados no município de Alfredo Chaves, dirigiram-se para as terras castelenses onde intensificaram e desenvolveram agricultura, contribuindo em muito para o desenvolvimento do Município, que hoje é composto em quase toda sua população de descendente italianos.

Em 31 de julho de 1891 foi criado o distrito de Castelo e em 25 de dezembro de 1928, o Município de Castelo, pela lei estadual nº 1687 que o desmembrou de Cachoeiro de Itapemirim, que nessa ocasião era composto pelos distritos de Castelo, Conceição do Castelo e Santo André.

 

Resumo da História de Castelo:

O distrito de Castelo foi criado em 31 de julho de 1891. Em 25 de dezembro de 1928 foi criado o Município de Castelo, então pertencente a Cachoeiro de Itapemirim(também pertenciam a Cachoeiro Conceição do Castelo e Santo André). A lei estadual que criou o município é a de número 1687.
Segundo os historiadores, o nome de Castelo surgiu quando um dos exploradores que caminhavam em busca de ouro chegou no entorno da cidade e deparou-se com montanhas com formação semelhante a de um castelo de estilo feudal. Para completar a semelhança, a serra ao lado desta formação tinha o aspecto de muralhas no entorno do castelo.
Na época, esta formação montanhosa era denominada “Pedra do Castelo(atualmente Pico do Forno Grande) e era ponto de referência para as caravanas que passavam pelo local rumo às Minas Gerais, principal local já consolidado como rota ideal para exploração de ouro em abundância.
Embora os deslocamentos mais significativos fossem realmente feitos em direção às Minas Gerais, alguns mineradores decidiram explorar ouro próximo à sede da Capitania do Espírito Santo. Foi um desses que chegou à Serra do Castelo.
Na passagem para as Gerais, os exploradores observavam a presença de inúmeros ribeirões, que indicavam a presença de ouro. Um dos primeiros a se interessar pela Serra do Castelo foi o bandeirante paulista Pedro Bueno Cacunda.

História do Município de Castelo

Fotos de Castelo

Mais Informações